Às vezes, só o que eu quero é me trancar em meu próprio mundo. Um lugar mágico, onde apenas quem me é conveniente entra, onde tudo o que desejo se realiza. Quantas vezes já não fiz isso? Quantas ainda não faço? Desligar-me do cotidiano e brincar com fadas e salvar princesas.Nem tudo é um mar-de-rosas e a vida não faz questão de seguir os caminhos que gostaríamos - e devo ter percebido isso meio cedo, pois desde cedo refugio-me no único lugar que é seguro e divertido (pra mim) - dentro de mim mesma.
Nesta outra dimensão, constrói-se mundos e situações, pessoas e momentos. E tudo traz a felicidade de volta. O lugar perfeito. O lugar onde você é o gerador, o escritor, o destino, o personagem principal... enfim, tudo que quiser ser.
Creio eu, entretanto, que não sou a única a fazer isso. Creio eu que somos a grande maioria os insatisfeitos, o que querem mais, os que desejam tal poder de decidir na vida de todos e, mais importante, na própria.
Parece covardia, imaturidade e fraqueza. Talvez. Pois que o seja. A partir de agora prefiro não negar o que sou à esconder-me dentro de mim, vivendo uma possível mentira, disperdiçando o pouco tempo da vida, perdendo aqueles pequenos momentos que fazem diferença (talvez não para mim, nem para você, mas para aqueles a quem amamos) e reforçando uma máscara de ego, falsa e deprimente, que nos afasta da vida, do amor e de nós mesmos, alienando-me à minha própria (e mentirosa) realidade.
Esses pensamentos, dentre outras, me deixa esta pequena e engraçada curiosidade quando me passa: quão infinito e poderoso é o mundo que existe dentro de nós.
[Pensamento aleatório nº1 - esquisito, esquisofrênico, sacal, óbvio, deprimente e não muito necessário, nem muito inteligente]
Vc não é a única que faz da mente o templo. Acho q todas nós fazemos. Fazer o quê, se o mundo é cáustico demais?
ResponderExcluirFaço do comentário da Lud o meu. Você não é a única, Mikenha. :3 Amei o post, super bem escrito! Nunca abandone aqui.
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