segunda-feira, 21 de março de 2011

À você. . .

Meu amor, me entenda, por favor.

Perdoe minha agressividade e falta de paciência, por favor.

Não justifica, eu sei.
Mas você é minha preciosidade.
É você quem eu mais quero ver feliz.
Sei que você cresceu, eu sei. Mas quando te vejo, principalmente quando te vejo fragilizada, eu vejo a minha criança de seis anos atrás. Vejo aquela criança ingênua e abandonada, maltratada.
E desde que vi isso no seu olhar, não consigo evitar de querer te proteger. Sei que você amadureceu, virou mulher. Apanhou muito da vida, aprendeu muito com ela. E nem em todos os momentos eu pude estar presente, como eu me jurei que faria. Me desculpa?
Sei que hoje é muito mais mulher que eu. Que sabe se virar melhor do que eu. Mas esse sentimento não tem um botão de desligar, sabe?
E eu sou bruta assim mesmo. Você bem sabe disso. Não que seja algo que me orgulhe tanto. Principalmente nessas ocasiões, mas é como eu sou. Não que justifique, mas é como eu sou.
Enfim, te ver triste é a coisa que mais me incomoda. Minha motivação de te proteger não é nem pelo fato de 'Depois quem tem de ouvir o chororô sou eu' (como costumo dizer), muito pelo contrário. Adoro quando sei que você conta comigo para te aconselhar.
É mais um sentimento maternal... Paternal. Que seja. Apenas quero te proteger do mundo, olhar por você, mesmo sabendo que é impossível, e que eu tenho que deixá-la andar com as próprias pernas, como você já faz e se defender com as próprias mãos.
Eu vou estar aqui. Sempre pra dar meu colo. Temo em dizer que vou jogar uns baldes de água fria, ainda. Mas não sei amar um alguém e deixá-lo sofrer sem fazer nada. Por mais que esse alguém insista ou me negue.
Me desculpe por esse superprotetor amor.
Eu sei bem que ele é um saco.
Pior que aquelas questões de matemática que não tem beleza alguma, são só trabalho braçal inútil.

Eu te amo.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Prazer . . .

Mesmo ausênte
Meus pensamentos são tão intensos que te fazem presente.
Teu corpo, que nunca vi
Já o conheço, o senti por inteiro.

Na ardência da minha pele
Vivenciando o teu toque.
Imaginando os teus eus piores.

Não quero ter-te por perto.
Apenas dentro de mim.

Sentir-te por inteiro.
Conhecer teu lado sombrio.

Ver-te como o animal.
E após lutas de prazer, nos renderíamos
Caídos por entre lençóis.

terça-feira, 20 de julho de 2010

alterna.



"Se você tem medo de mudanças, Observe-me de longe. De um jeito ou de outro, farei alguma coisa. Falam de mim pelas costas, Deixe acontecer."


E apenas me observe, eu vou conseguir
O medo ja me parou antes, mas não novamente
E não me importo se no caminho me ferir
A cabeça eu ergo lentamente

Aconteça o que acontecer,
Eu vou ousar, vou gritar
Falem o que quiserNão vou parar


Essa é minha vida, vou vive-la
Mudanças sempre virão
Mas de nada adianta se você não aceita-las
E suas paredes de um modo cairão
Apenas deixe acontecer.

créditos: Mika pelo blog
Matheus (MathGaGa ou taroco) pelo poema
Ayumi Hamasaki pela musica de inspiração e imagem.


sábado, 12 de junho de 2010

Um conto.

Meus olhos teimavam em se fechar, me rendi. Não agüento mais arrastar minhas pernas. Sentia que as carregava mais do que elas a mim. Tento respirar pela boca, mas até isso já está difícil, sinto a terra invadindo meu pulmão. Desde quando estou assim? Nem para chorar tenho forças.

Solidão.

Acho que caí, que estou no chão. Luto mais uma vez contra meus olhos. Consigo vencê-los por segundos, mas foi o suficiente para ver que continuo em pé e andando. Penso em me deixar cair, mas não faz mais diferença. Toda a dor se incorporou ao meu ser. Deixo a ventania confusa me levar. Há tempos que já não sei se estou seguindo o caminho certo. Toda essa poeira dificultou minha visão. Mais uma vez, venço meus olhos. Procuro por qualquer indício das pedrinhas que me guiavam, mas não consigo ver nada. Novamente deixo as pálpebras cair. O desespero acorda como fogo e tenta me domar, mas me rendo tão facilmente que ele logo passa, não achando graça em travar uma luta com alguém que não se defende nem luta.

Tento me lembrar de como fui parar nesta situação, mas não consigo pensar direito. Recordo-me de ter apenas que trilhar o caminho de pedras. De saber que seria difícil, mas acreditar que no final tudo daria certo. Uma fagulha acende. Sinto meu coração bater mais esperançoso. Uma seqüência de flashbacks surge. Eram memórias que guardei de pessoas que conheci ao longo desta jornada, cujos caminhos cruzavam com o meu e vice versa. A sensação de alegria dessas lembranças percorreu meu corpo suavemente.

Amor.

De repente pingos de chuva começam a cair, transformando-se gradativa e rapidamente em gotas ligeiras, não obstante suaves. Sentia-as lavar meu rosto, meus olhos, molhar minha boca seca e rachada. A chuva abaixou a poeira, de forma que eu podia ver o caminho guiado pelas pedras. Fiquei surpresa ao me dar conta de que estava acompanhando as pedrinhas provavelmente o tempo todo.

A chuva deu lugar ao sol, que me trouxe de presente um lindo arco-íris. A força para continuar minha jornada percorria por todas as células do meu corpo e por cada pensamento que se manifestava. Uma brisa acolhedora tocou-me a face, reforçando meu sorriso, e segui caminhando.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Rearrumando o baú. . .

Nesse caminhar da vida

Fui pega desprevenida

Com olhos ainda cerrados.

Tristeza e loucura.

Essas duas chegaram sorrateiras,

Despercebidas, adentraram

E sem pedir licença,

Sem nem mesmo avisar,

Foram aos poucos tomando posse

Do meu fragilizado ser.

Senti minha cabeça doer

E abri meus olhos.

O que via era preto: vazio.

A primeira reação normal:

Desespero, solidão.

Mas o tempo trouxe a fadiga.

E já cansada de reagir,

Sabendo que fazê-lo não traria nada,

Deixei que a calma se aproximasse,

Fazendo tudo ficar mais leve.

A dor, menos sofrida.

Agora sentia o vento me fazer companhia.

Eu me fazia companhia.

Eu me completava.

A paz invadiu meu coração.

Trazendo a razão,

E a paciência.

Nada tinha mudado,

Eu ainda estava no fundo do poço,

Mas sem perceber,

A misteriosa harmonia

Que a calma me trouxe

Fez uma luz brilhar.

Uma luz dentro de mim.

E a alegria me visitou pouco a pouco.

Meus sonhos, antes deixados de lado,

Voltaram, fervendo a determinação.

Quando menos esperei,

Estava na superfície, fora do buraco.

Iluminada pelo sol, por outros

E iluminando com minha própria luz.

Essa é a base de todo ensinamento da vida.

Isso é crescer a cada dia.

Vencendo cada desafio, por menor que pareça,

Um dia nossa luz poderá iluminar outros que precisam.

And the world Will be as one.


Em especial ao Nequi, meu amor!

terça-feira, 20 de abril de 2010

Analisando . . .

Raiva.

Mas que será esse sentimento?

Tão intenso, tão lascivo. Ardente e confiante. Sedutor. Em módulo, idêntico ao amor.

Entretanto, cai pra nós camaradas (e eu também sou feita de boba) tal sentimento é um engano. Um cassino, puro e ilusório encanto.

Jogo que vicia. Tem falsos-vencedores e (todos) reais-perdedores. Uma disputa; e como qualquer outra, envolve poder. E disso as pessoas gostam. Presumo eu, é por isso que tantos caem na sua armadilha. Competição. Afirmar poder, afirmar maior capacidade perante outra pessoa. Perante alguém que fez algo não muito agradável.

Sentimento engraçado. Caos percorre o corpo, ao lado a determinação de vencer o jogo. Só um aposto curioso: pessoas que não têm aparentemente gasolina o suficiente para mover-se em algo produtivo, em questão de segundos (e até menos) geram uma combustão tão determinada que pode fazer horrores na vida de outra.

Enfim, quando a temperatura esquenta, cria-se uma razão distorcida. Tudo o que se percebe, é o que se quer ser percebido. E o que se entende. E o que se vê. E o que se pensa. Tudo girando em volta do próprio umbigo, de seus pensamentos e vontades. O ego. Ah, o melhor feitiço de todos. Problema de muitos. O poder sobe a cabeça. A inteligência sobe a cabeça. “Sou o melhor. O mais esperto”. Tomam-se atitudes nada elegantes. Espertas, para quem tem uma visão deturpada.

Porém, como o ilusório jogo que é, só entram os desocupados.

É uma bela distração para aqueles que nada tem pra fazer.

E não se engane se sou tão crítica. Sou humana, adoro relações de poder. E se conheço tão bem esse poder avassalador e seus prazeres e desprazeres, é porque dele muito já joguei. E por esse mesmo motivo, tento evitá-lo e alarmar os riscos de jogá-lo.

Mas como diz o ditado, se conselho fosse bom, conheço gente que seria mais rica que Bill Gates.

domingo, 25 de outubro de 2009

Diálogos da dualidade.

Como se espera da nossa essência dual. Quando achamos que a tempestade não vai acabar ou a noite fria não vai passar, surge o sol com sua força a nos iluminar e aquecer, nos dando força para levantar..

Porque Ela é o que me consome. Embora me escore nela, difícil admitir.

MAS EU CANSEI DE CHORAR CALADA
Vivo meu cotidiano imersa em minha fantasia (as cores do caleidoscópio são lindas).
O QUE EU QUERO É AMOR
Meus sorrisos são loucos, insanos. Quando não, são pura convenção.
A SOLIDÃO NÃO ME NUTRE MAIS
Olhos vazios, que vêem somente o abstrato da minha criação.
JÁ NÃO CONSIGO ME DEIXAR ENVOLVER POR ELA - REPULSA
Estou tão acostumada a perdas e a despedidas que ninguém mais faz diferença.
AGORA, ME SINTO COMO UM FILHO CRESCIDO
Vivo eu comigo mesma, e Ela, que não me abandona.
QUE PRECISA TOMAR SEU RUMO
Silenciosa e possessiva, me arrasta,
APRENDENDO OS VALORES DO MUNDO
Sem que eu perceba ou reaja, para o fundo do mar do esquecimento.
E A BELEZA DA VIDA
Cansei de gritar e não ser ouvida,
QUERO ABRIR MEUS OLHOS (o caleidoscópio não me diverte mais)
Cansei de chorar e não ser acolhida.
QUERO ABRIR MEUS BRAÇOS
Sou invisível (mas não é isso o que a pedi para ser?)
ABRAÇAR A TODOS E A VIDA
Agora, não reajo e apenas me vejo afundar,
QUERO LIBERTAR-ME DE MIM MESMA
Sendo envolvida apenas por Esta, que me afaga.
QUERO MOSTRAR A VIDA
Ela é a única que nos acolhe, quando ninguem mais o faz.
QUE SOU POSSO SER TÃO BELA
Paradoxa e incoerente, solidão.
QUANTO ELA É.