terça-feira, 20 de julho de 2010

alterna.



"Se você tem medo de mudanças, Observe-me de longe. De um jeito ou de outro, farei alguma coisa. Falam de mim pelas costas, Deixe acontecer."


E apenas me observe, eu vou conseguir
O medo ja me parou antes, mas não novamente
E não me importo se no caminho me ferir
A cabeça eu ergo lentamente

Aconteça o que acontecer,
Eu vou ousar, vou gritar
Falem o que quiserNão vou parar


Essa é minha vida, vou vive-la
Mudanças sempre virão
Mas de nada adianta se você não aceita-las
E suas paredes de um modo cairão
Apenas deixe acontecer.

créditos: Mika pelo blog
Matheus (MathGaGa ou taroco) pelo poema
Ayumi Hamasaki pela musica de inspiração e imagem.


sábado, 12 de junho de 2010

Um conto.

Meus olhos teimavam em se fechar, me rendi. Não agüento mais arrastar minhas pernas. Sentia que as carregava mais do que elas a mim. Tento respirar pela boca, mas até isso já está difícil, sinto a terra invadindo meu pulmão. Desde quando estou assim? Nem para chorar tenho forças.

Solidão.

Acho que caí, que estou no chão. Luto mais uma vez contra meus olhos. Consigo vencê-los por segundos, mas foi o suficiente para ver que continuo em pé e andando. Penso em me deixar cair, mas não faz mais diferença. Toda a dor se incorporou ao meu ser. Deixo a ventania confusa me levar. Há tempos que já não sei se estou seguindo o caminho certo. Toda essa poeira dificultou minha visão. Mais uma vez, venço meus olhos. Procuro por qualquer indício das pedrinhas que me guiavam, mas não consigo ver nada. Novamente deixo as pálpebras cair. O desespero acorda como fogo e tenta me domar, mas me rendo tão facilmente que ele logo passa, não achando graça em travar uma luta com alguém que não se defende nem luta.

Tento me lembrar de como fui parar nesta situação, mas não consigo pensar direito. Recordo-me de ter apenas que trilhar o caminho de pedras. De saber que seria difícil, mas acreditar que no final tudo daria certo. Uma fagulha acende. Sinto meu coração bater mais esperançoso. Uma seqüência de flashbacks surge. Eram memórias que guardei de pessoas que conheci ao longo desta jornada, cujos caminhos cruzavam com o meu e vice versa. A sensação de alegria dessas lembranças percorreu meu corpo suavemente.

Amor.

De repente pingos de chuva começam a cair, transformando-se gradativa e rapidamente em gotas ligeiras, não obstante suaves. Sentia-as lavar meu rosto, meus olhos, molhar minha boca seca e rachada. A chuva abaixou a poeira, de forma que eu podia ver o caminho guiado pelas pedras. Fiquei surpresa ao me dar conta de que estava acompanhando as pedrinhas provavelmente o tempo todo.

A chuva deu lugar ao sol, que me trouxe de presente um lindo arco-íris. A força para continuar minha jornada percorria por todas as células do meu corpo e por cada pensamento que se manifestava. Uma brisa acolhedora tocou-me a face, reforçando meu sorriso, e segui caminhando.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Rearrumando o baú. . .

Nesse caminhar da vida

Fui pega desprevenida

Com olhos ainda cerrados.

Tristeza e loucura.

Essas duas chegaram sorrateiras,

Despercebidas, adentraram

E sem pedir licença,

Sem nem mesmo avisar,

Foram aos poucos tomando posse

Do meu fragilizado ser.

Senti minha cabeça doer

E abri meus olhos.

O que via era preto: vazio.

A primeira reação normal:

Desespero, solidão.

Mas o tempo trouxe a fadiga.

E já cansada de reagir,

Sabendo que fazê-lo não traria nada,

Deixei que a calma se aproximasse,

Fazendo tudo ficar mais leve.

A dor, menos sofrida.

Agora sentia o vento me fazer companhia.

Eu me fazia companhia.

Eu me completava.

A paz invadiu meu coração.

Trazendo a razão,

E a paciência.

Nada tinha mudado,

Eu ainda estava no fundo do poço,

Mas sem perceber,

A misteriosa harmonia

Que a calma me trouxe

Fez uma luz brilhar.

Uma luz dentro de mim.

E a alegria me visitou pouco a pouco.

Meus sonhos, antes deixados de lado,

Voltaram, fervendo a determinação.

Quando menos esperei,

Estava na superfície, fora do buraco.

Iluminada pelo sol, por outros

E iluminando com minha própria luz.

Essa é a base de todo ensinamento da vida.

Isso é crescer a cada dia.

Vencendo cada desafio, por menor que pareça,

Um dia nossa luz poderá iluminar outros que precisam.

And the world Will be as one.


Em especial ao Nequi, meu amor!

terça-feira, 20 de abril de 2010

Analisando . . .

Raiva.

Mas que será esse sentimento?

Tão intenso, tão lascivo. Ardente e confiante. Sedutor. Em módulo, idêntico ao amor.

Entretanto, cai pra nós camaradas (e eu também sou feita de boba) tal sentimento é um engano. Um cassino, puro e ilusório encanto.

Jogo que vicia. Tem falsos-vencedores e (todos) reais-perdedores. Uma disputa; e como qualquer outra, envolve poder. E disso as pessoas gostam. Presumo eu, é por isso que tantos caem na sua armadilha. Competição. Afirmar poder, afirmar maior capacidade perante outra pessoa. Perante alguém que fez algo não muito agradável.

Sentimento engraçado. Caos percorre o corpo, ao lado a determinação de vencer o jogo. Só um aposto curioso: pessoas que não têm aparentemente gasolina o suficiente para mover-se em algo produtivo, em questão de segundos (e até menos) geram uma combustão tão determinada que pode fazer horrores na vida de outra.

Enfim, quando a temperatura esquenta, cria-se uma razão distorcida. Tudo o que se percebe, é o que se quer ser percebido. E o que se entende. E o que se vê. E o que se pensa. Tudo girando em volta do próprio umbigo, de seus pensamentos e vontades. O ego. Ah, o melhor feitiço de todos. Problema de muitos. O poder sobe a cabeça. A inteligência sobe a cabeça. “Sou o melhor. O mais esperto”. Tomam-se atitudes nada elegantes. Espertas, para quem tem uma visão deturpada.

Porém, como o ilusório jogo que é, só entram os desocupados.

É uma bela distração para aqueles que nada tem pra fazer.

E não se engane se sou tão crítica. Sou humana, adoro relações de poder. E se conheço tão bem esse poder avassalador e seus prazeres e desprazeres, é porque dele muito já joguei. E por esse mesmo motivo, tento evitá-lo e alarmar os riscos de jogá-lo.

Mas como diz o ditado, se conselho fosse bom, conheço gente que seria mais rica que Bill Gates.