Raiva.
Mas que será esse sentimento?
Tão intenso, tão lascivo. Ardente e confiante. Sedutor. Em módulo, idêntico ao amor.
Entretanto, cai pra nós camaradas (e eu também sou feita de boba) tal sentimento é um engano. Um cassino, puro e ilusório encanto.
Jogo que vicia. Tem falsos-vencedores e (todos) reais-perdedores. Uma disputa; e como qualquer outra, envolve poder. E disso as pessoas gostam. Presumo eu, é por isso que tantos caem na sua armadilha. Competição. Afirmar poder, afirmar maior capacidade perante outra pessoa. Perante alguém que fez algo não muito agradável.
Sentimento engraçado. Caos percorre o corpo, ao lado a determinação de vencer o jogo. Só um aposto curioso: pessoas que não têm aparentemente gasolina o suficiente para mover-se em algo produtivo, em questão de segundos (e até menos) geram uma combustão tão determinada que pode fazer horrores na vida de outra.
Enfim, quando a temperatura esquenta, cria-se uma razão distorcida. Tudo o que se percebe, é o que se quer ser percebido. E o que se entende. E o que se vê. E o que se pensa. Tudo girando em volta do próprio umbigo, de seus pensamentos e vontades. O ego. Ah, o melhor feitiço de todos. Problema de muitos. O poder sobe a cabeça. A inteligência sobe a cabeça. “Sou o melhor. O mais esperto”. Tomam-se atitudes nada elegantes. Espertas, para quem tem uma visão deturpada.
Porém, como o ilusório jogo que é, só entram os desocupados.
É uma bela distração para aqueles que nada tem pra fazer.
E não se engane se sou tão crítica. Sou humana, adoro relações de poder. E se conheço tão bem esse poder avassalador e seus prazeres e desprazeres, é porque dele muito já joguei. E por esse mesmo motivo, tento evitá-lo e alarmar os riscos de jogá-lo.
Mas como diz o ditado, se conselho fosse bom, conheço gente que seria mais rica que Bill Gates.
Nenhum comentário:
Postar um comentário